1. Introdução
Em uma conversa entre pais na escola, Fernanda comentou que seu filho ainda gostava de dormir na cama dela e do marido. “Será que isso é normal? Não está atrasando o desenvolvimento dele?”, perguntou um pai intrigado. Muitas famílias enfrentam essa questão e lidam com a pressão social para que as crianças durmam sozinhas o quanto antes. Mas será que essa prática realmente traz prejuízos para o desenvolvimento infantil? “Co-sleeping”

Na verdade, diversas pesquisas mostram que o co-sleeping, ou compartilhamento da cama, pode oferecer benefícios emocionais importantes quando conduzido de forma saudável. Vamos explorar os motivos e entender como lidar com essa escolha sem culpa ou julgamentos.
2. Aspectos Culturais e Sociais sobre o Co-Sleeping
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Em muitas culturas ao redor do mundo, crianças dormem com os pais por anos sem que isso seja visto como algo problemático. No Japão, por exemplo, o compartilhamento de cama é comum e considerado uma forma de fortalecer o vínculo familiar.
Dado interessante:
Um estudo publicado pela Universidade de Cambridge aponta que cerca de 60% das famílias globais praticam alguma forma de co-sleeping durante a infância.
Influência cultural:
A pressão para que as crianças durmam sozinhas é mais forte em culturas ocidentais, onde a independência precoce é valorizada.
3. Benefícios Emocionais do Co-Sleeping
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Dormir com os pais pode proporcionar uma sensação de segurança e acolhimento para a criança, especialmente em períodos de transição emocional ou desafios como mudança de escola.
- Fortalecimento do vínculo: O contato próximo aumenta a liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, reforçando o apego saudável.
- Redução da ansiedade: Crianças que se sentem seguras à noite têm menor risco de desenvolver distúrbios de ansiedade.
- Melhor regulação emocional: Sentir-se próximo dos pais à noite pode ajudar a criança a lidar com emoções complexas.
4. Respondendo às Preocupações Comuns
Preocupação 1: Isso vai atrasar a independência da criança? Na verdade, crianças que se sentem seguras tendem a se tornar mais independentes ao longo do tempo. O importante é que a transição para dormir sozinho ocorra quando a criança estiver pronta.
Preocupação 2: O casal será prejudicado? É importante estabelecer limites claros e criar momentos de privacidade para o casal, mesmo com a prática do co-sleeping.
Preocupação 3: Isso pode afetar a qualidade do sono? Estabelecer rotinas claras para o horário de dormir pode ajudar a garantir que todos tenham um sono tranquilo e reparador.
Preocupação 4: Existe risco de sufocamento ou acidentes? Seguir diretrizes de segurança, como evitar cobertores pesados e garantir que o espaço de sono esteja livre de objetos perigosos, pode minimizar os riscos.
Preocupação 5: A criança pode se tornar dependente dos pais? A proximidade pode ajudar a fortalecer os laços emocionais, mas é importante também incentivar momentos de autonomia e independência durante o dia.
Preocupação 6: Como lidar com a transição para dormir sozinho? Planejar a transição gradualmente, com passos pequenos e apoio emocional, pode tornar o processo mais suave para a criança.
Preocupação 7: Isso pode impactar o desenvolvimento social da criança? Desde que a criança tenha oportunidades de interagir socialmente e desenvolver habilidades independentes durante o dia, o co-sleeping não deve impactar negativamente seu desenvolvimento social.
Preocupação 8: A prática pode interferir na vida íntima do casal? Criar um equilíbrio entre a necessidade de proximidade com a criança e a manutenção da vida íntima do casal é essencial. Estabelecer momentos dedicados ao casal pode ajudar.
Preocupação 9: Isso pode causar problemas de comportamento? Desde que as regras e expectativas sejam claras, e haja uma rotina consistente, o co-sleeping não deve causar problemas de comportamento na criança.
Preocupação 10: A prática do co-sleeping é culturalmente aceitável? O co-sleeping é uma prática comum em muitas culturas ao redor do mundo e tem sido praticado por gerações. A aceitação cultural pode variar, mas é importante que cada família escolha o que funciona melhor para eles.
5. Como Fazer uma Transição Saudável (Se Desejado)
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Se os pais decidirem que é hora da criança dormir sozinha, algumas estratégias podem tornar essa transição mais tranquila:

- Prepare o ambiente: Torne o quarto da criança acolhedor, com elementos que ela goste.
- Rotina consistente: Estabeleça um ritual relaxante antes de dormir, como leitura de histórias.
- Encoraje com gentileza: Reforce que a nova rotina é um passo positivo para o crescimento dela.
- Pequenos passos: Comece com cochilos durante o dia no próprio quarto, progredindo gradualmente para a noite toda.
6. Importância da Comunicação Familiar
Conversar abertamente com a criança sobre seus sentimentos em relação ao sono pode ajudá-la a se sentir compreendida e motivada a participar das decisões sobre seu próprio espaço.
- Escuta ativa: Pergunte como a criança se sente dormindo no quarto dos pais e explore soluções juntos.
- Validação emocional: Demonstre compreensão caso a criança expresse medo ou insegurança sobre dormir sozinha.
Conclusão

O importante é entender que cada família tem suas próprias dinâmicas e necessidades, e isso inclui onde e como as crianças dormem. Dormir com os pais aos 7 anos não é um problema quando há equilíbrio e segurança emocional. O mais valioso é o ambiente de amor, acolhimento e comunicação que a família constrói junto. Seja mantendo o co-sleeping ou incentivando a transição para o quarto próprio, o respeito ao tempo da criança e a harmonia familiar devem ser prioridade. Afinal, cada etapa é um passo importante no crescimento e desenvolvimento saudável. 🌟
💛 Cada família tem seu ritmo e suas escolhas. Quer saber mais sobre o sono infantil e estratégias para uma rotina saudável? Explore nosso blog e compartilhe suas experiências!
📚 Bibliografia
- Harvard Graduate School of Education. (Parent-Child Bonding and Emotional Development). Disponível em: https://www.gse.harvard.edu. Acesso em 2025.
- American Academy of Sleep Medicine. (Children and Sleep: Tips for Parents). Disponível em: https://www.aasm.org. Acesso em 2025.
- Siegel, D. J., & Payne Bryson, T. (The Power of Showing Up). New York: Ballantine Books, 2020.
- UNICEF. (Parental Guidance for a Positive Childhood). Disponível em: https://www.unicef.org. Acesso em 2025.
- Leach, P. (Your Baby & Child: From Birth to Age Five). London: Penguin Books, 2010.
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